1.200.000 VISUALIZAÇÕES! OBRIGADO!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os Sangakus e a Matemática Japonesa

Os Sangakus e a Matemática Japonesa

Os sangakus são tábuas comemorativas, em madeira, presentes em pequenos santuários budistas japoneses.

Essas tabletas visíveis hoje são em sua maioria do século [;XIX;], mas sabe-se que a prática já era corrente em meados do século [;XVII;]. O conteúdo e a forma dos sangaku mudaram pouco desde época em que surgiram: trata-se de enunciados de problemas, propostos por um indivíduo, com ou sem solução. Eles são relativamente sucintos e inspirados, na maioria dos casos, em composições geométricas complexas, nas quais quadrados, círculos, elipses, esferas ou cubos se cruzam ou tangenciam harmoniosamente.

Uma possível explicação do papel dessas tabuletas, foi a de divulgar os jovens talentosos isolados e desprovidos de recursos. Para esses últimos, pendurar a resolução de um problema difícil num lugar muito visitado era uma maneira eficaz de atrair a atenção para eles. Um exemplo é o caso do matemático Aida Yasuaki [;(1747-1817);] no momento em que decidiu se tornar conhecido na capital.

Neste post, veremos alguns sangakus com soluções e outros que deixarei como desafio para os meus leitores. Vejamos então alguns problemas:

[;1);] Os círculos azul, laranja e vermelho são tangentes entre si dois a dois, e tangentes a uma reta comum. Determine o raio do círculo menor em função dois outros dois círculos.

Resolução: Sejam [;r_1,\ r_2;] e [;r_3;] os raios dos círculos de centros [;O_1;], [;O_2;] e [;O_3;] respectivamente. Segue da figura abaixo que a hipotenusa do triângulo retângulo é [;r_1 + r_2;] e o cateto menor é [;r_1 - r_2;].


Assim, pelo teorema de Pitágoras,

[;AB^2 = (r_1 + r_2)^2 - (r_1 - r_2)^2 = 4r_1r_2 \quad \Rightarrow \quad AB = 2\sqrt{r_1r_2};]

Analogamente, [;AC = 2\sqrt{r_1r_3};] e [;BC = 2\sqrt{r_2r_3};]. Logo,

[;AB = AC + CB \quad \Rightarrow \quad 2\sqrt{r_1r_2} = 2\sqrt{r_1r_3} + 2\sqrt{r_2r_3};]

Dividindo ambos os membros por [;\sqrt{r_1r_2r_3};], segue que

[;\frac{1}{sqrt{r_3}} = \frac{1}{\sqrt{r_2}} + \frac{1}{\sqrt{r_1}};]

[;2);] Dado dois círculos de raios inscritos iguais como mostrado na figura abaixo, prove que [;AP = \sqrt{p(p-a)};], onde [;p;] é o semi-perímetro do [;\Delta ABC;].


Resolução: Na figura acima, [;r;] é o inraio do [;\Delta ABC;]. Sejam [;p_1;] e [;p_2;] o semi-perímetro dos [;\Delta ABP;]e [;\Delta ACP;] respectivamente, que aliás possuem o mesmo inraio denotado por [;k;]. Fazendo [;AP = x;], segue que [;2p_1 + 2p_2 = 2p + 2x;]. Por outro lado, pela igualdade de áreas, [;rp = kp_1 + kp_2;]. Portanto,

[;x = rp/k - p \quad \quad (1);]
Por semelhanças de triângulos,

[;\frac{p-b}{p_1 - x} = \frac{r}{k} = \frac{p - c}{p_2 - x} \quad \quad (2);]
De [;(1);] e [;(2);], segue que

[;\frac{p(p-b)}{p_1 - x} - p = x = \frac{p(p - c)}{p_2 - x} - p;]

Dessas equações obtemos o sistema na variável [;x\ ;], ou seja:

[;\begin{cases}p(p - b) - pp_1 + px &= p_1x - x^2\\p(p - c) - pp_2 + px &= p_2x - x^2\\\end{cases};]

Somando essas equações, temos:

[;p(2p - b - c) - p(p_1 + p_2) + 2px = x(p_1 + p_2) - 2x^2;]

[;pa - p(p + x) + 2px = x(p + x) - 2x^2 \quad \Rightarrow \quad x^2 = p^2 - pa;]
Logo,
[; x = \sqrt{p(p-a)};]

Problemas Propostos:

[;1);] A corda [;ST;] é perpendicular ao diâmetro [;CP;] de um círculo de centro [;O;]. [;Q;] é um ponto de [;CP;] entre [;P;] e [;R;]. [;SQ;] intercepta o círculo em [;V;]. Seja [;r;] o raio do círculo inscrito no triângulo curvilíneo [;TQV;] (conforme a figura abaixo). Prove que

[;\frac{1}{r} = \frac{1}{PQ} +   \frac{1}{QR};]


[;2);] Considere o quadrado
[;ABCD;] abaixo de lado [;a;] e diagonal [;AC;]. Os raios inscritos dos triângulos [;ACN;] e [;BCN;] são iguais a [;r;]. Escreva [;r;] em função do lado [;a;].


Sugestão: Sendo [;\Delta BCN;] retângulo, mostre que

[;r = (BN + BC + CN)/2 -  CN = (BN + BC - CN)/2;]

Por outro lado, sendo os raios inscritos nos dois triângulos iguais, segue que do Exemplo 2) que [;CN^2 = p(p - AB);], onde [;p;] é o semi-perímetro do [;\Delta ABC;]. Usando o fato que [;AC = a\sqrt{2};], segue o resultado.

Referências Bibliográficas:
- Unger, J. Marshall. A Collection Sangaku Problems. Department of East Asian Languages & Literatures.The Ohio State University.
- Horiuchi Annick. Geometria a Serviço dos Deuses no Japão. Etnomatemática: Edição Especial da Scientif American Brasil.

Fonte:http://fatosmatematicos.blogspot.com/2010/03/os-sangakus-e-matematica-japonesa.html

Cilindro inscrito na esfera

Cilindro inscrito na esfera

Considerando r e h, a altura do cilindro e o raio da base incluso na esfera de raio r.

Ao dividir o cilindro em partes e colocá-lo em um plano, o mesmo possuirá um retângulo com medidas 2r e h inscrito no circulo de raio R.

Desta forma,




Fonte: http://www.colegioweb.com.br/matematica/cilindro-inscrito-na-esfera.html

Projeções ortogonais

Projeções ortogonais

Projeções de um ponto

Chamamos a projeção ortogonal de um ponto num plano de “pé da perpendicular” ao plano pelo ponto.




P é o ponto considerado a projeção ortogonal de P em α. Assim, denominamos ponto α de plano de projeção e a reta perpendicular r de reta projetante.

Projeção de uma figura

O agrupamento das projeções ortogonais dos pontos da figura é a projeção ortogonal da mesma num plano.

Vejamos o modelo:

Na figura, o retângulo é a projeção ortogonal do cilindro num plano paralelo ao eixo. Já o círculo é a projeção do mesmo cilindro num plano paralelo a base. Assim:





Projeção de uma reta

A projeção ortogonal de uma reta num plano é a união das projeções ortogonais dos pontos da reta neste plano.

I) Uma vez que a reta for perpendicular ao plano, a sua projeção ortogonal será um ponto.



Na imagem, P forma a projeção ortogonal de r em α

II) Caso a reta não seja perpendicular ao plano, a sua projeção ortogonal projeção ortogonal será outra reta.



Na imagem, r forma projeção ortogonal de r em α.

Ângulo entre reta e plano

Uma vez que reta for perpendicular a um plano, o ângulo entre eles será reto. Assim, caso a reta seja obliqua em comparação ao plano, o ângulo entre eles será o ângulo que ela formará com sua projeção ortogonal. Desta forma:




Na imagem, obtemos:

A reta s estabelece ângulo reto com α.
O ângulo θ que a reta r estabelece com o plano α é o ângulo que a reta r estabelece com sua projeção ortogonal r’.

Retas de maior declive

Denominamos retas de maior declive de um plano α em comparação a um plano β às retas de α que constituem o maior ângulo existente com β. Comprova-se assim que os dois planos são secantes as retas de maior declive de um em relação ao outro são perpendiculares à intersecção.



Na imagem, r forma uma reta de maior declive de α em comparação a β.

Ângulo entre planos

O ângulo entre dois planos é o ângulo que uma reta de maior declive de um forma com o outro.



Na imagem:

r representa uma reta de maior declive de α em comparação a β.

r’ representa a projeção ortogonal da reta r em β.

θ representa o ângulo entre α e β.


Fonte :http://www.colegioweb.com.br/matematica/projecoes-ortogonais.html

Carl Friedrich Gauss



Carl Friedrich Gauss (1777-1855) Gauss é considerado um dos maiores matemáticos da história. Nasceu em 1777 em Brunswick, Alemanha, e desde cedo mostrou grande habilidade para a matemática. São muitas as suas contribuições nos campos da teoria dos números, dos números complexos, da geometria e da álgebra. A sua tese de doutoramento foi a primeira demonstração do teorema fundamental da álgebra. No domínio da astronomia, Gauss interessou-se pelo estudo das órbitas planetárias e pela determinação da forma da Terra, e foi diretor do observatório astronômico da Universidade de Göttingen. Desenvolveu um método para calcular, com grande precisão, os parâmetros de uma órbita planetária a partir de apenas três observações da posição do planeta. A partir de 1831, e em conjunto com o físico Wilhelm Weber, desenvolveu o estudo teórico e experimental do eletromagnetismo. A contribuição de Gauss para a determinação do campo magnético terrestre é reconhecida na unidade de campo magnético que leva o seu nome.

Fonte : http://paginas.fe.up.pt/~villate/electromagnetismo/pioneiros/gauss.html


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Francesco Bonaventura Cavalieri





Francesco Bonaventura Cavalieri

(Matemático e astrônomo italiano )
1598 - 1647


Matemático e astrônomo italiano nascido em Milão, Ducado de Milão Império dos Habsburgos, hoje Itália, professor da Universidade de Bologna, inventor do método dos indivisíveis (1635) iniciando uma nova era para a geometria e abrindo o caminho para a introdução do cálculo integral. Entrou para a ordem jesuíta em Milão (1615) e transferiu-se para o monastério de Pisa (1616), onde se interessou por matemática após conhecer Galileu através do Cardeal Federico Borromeo. Orientado por Benedetto Castelli, lecturer em matemática da Universidade de Pisa. Tornou-se assistente do Cardeal Federico Borromeo no monastério de Milão (1621). depois de ensinar teologia tornou-se prior de São Pedro, em Lodi (1623). Após três anos em Lodi, ele foi para o monastério de Parma, foi nomeado para cadeira de matemática em Bologna (1629), quando já estava desenvolvendo a famosa teoria dos indivisíveis, que apresentou no seu Geometria indivisibilis continuorum nova (1635). Essa teoria, depois de muitos séculos, desde os tempos de Arquimedes, simplificava o cálculo de áreas e volumes de várias figuras geométricas. Também foi responsável pela introduçào na Itália, do logarítmo de funções trigonométricas para o emprego em cálculos sobre astronomia, com o livro Directorium Generale Uranometricum. Também escreveu sobre seções cônicas, trigonometria, ótica, astronomia e astrologia. Correspondeu-se centenas de vezes com muitos matemáticos da época como Galileu, Mersènne, Renieri, Rocca, Torricelli e Viviani. Seu último livro foi Trattato della ruota planetaria perpetua (1646), seu mais famoso discípulo foi Stefano degli Angeli e faleceu em Bologna, Estados Papais, hoje Itália.

Fonte :http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_2006.html


Seção da Esfera

Seção da Esfera

Toda seção plana de uma esfera é um círculo.

Sendo r o raio da esfera, d a distância do plano secante ao centro e s o raio da seção, vale a relação


Se o plano secante passa pelo centro da esfera, temos como seção um círculo máximo da esfera.



Área da esfera


A área de uma superfície esférica de raio r é igual a 4r2.

A = 4r2

Volume da esfera

Aplicação

Uma esfera é secionada por um plano a 8cm do centro; a seção obtida tem área 36cm2.

Determinar a área da superfície da esfera e seu volume.

Solução:
Inicialmente, devemos considerar a área da seção:

36 = . s2 →s = 6cm

s2 = r2 - d2→ 62 = r2 - 82 r = 10cm

A = 4r2 = 4 . 102 →A = 400cm2

Volume da esfera


Fonte : http://www.colegioweb.com.br/matematica/secao-da-esfera.html


Desafio

Uma garrafa cheia de mel "pesa" 650 g. Essa mesma garrafa cheia de vinho "pesa" 350 g. Se o vinho é três vezes mais leve que o mel, então o "peso" em gramas, da garrafa vazia é :

a) 200

b) 250

c) 300

d) 310

e) 320


Resposta : a

Poste sua resposta no comentários !!