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terça-feira, 23 de junho de 2009

Potenciação de monômios

São várias as propriedades que formam as regras de potenciação de números reais, duas delas irão ajudar na compreensão da resolução de potência que envolve monômio. Essas propriedades dizem o seguinte:

Potência de um produto (a . b)m = am . bm

Potência de potência (am)n = am . n

Iremos aplicar essas duas propriedades no cálculo de potência de monômios. Por exemplo:




Esses exemplos têm como resultado monômios, veja uma potenciação de monômio onde o resultado não será um monômio e sim, uma fração algébrica.



Dessa forma, podemos dizer que sempre que o expoente for negativo o resultado da potência será uma fração algébrica.

Divisão de polinômio por polinômio

O que vamos relembrar já foi exposto no texto “Divisão de polinômio por monômio”, mas vamos rever novamente: em toda divisão temos o dividendo, divisor, quociente e resto, como estamos falando de divisão de polinômio por polinômio, teremos:

Para o dividendo um polinômio G(x)
Para o divisor um polinômio D(x)
Para o quociente um polinômio Q(x)
Para o resto (podendo ser zero) um polinômio R(x)



Prova real:

Tem algumas observações a serem feitas, como:

► ao final da divisão o resto sempre tem que ser menor que o divisor: R(x) <>.

► quando o resto for igual a zero, a divisão é considerada exata, ou seja, o dividendo é divisível pelo divisor. R(x) = 0.

Observe a divisão de polinômio por polinômio abaixo, vamos partir de um exemplo, cada passo tomado no desenvolvimento da divisão será explicado.

Dada a divisão
(12x3 + 9 – 4x) : (x + 2x2 + 3)

Antes de começar a operação temos que fazer algumas verificações:
► se todos os polinômios estão em ordem conforme as potências de x.

No caso da nossa divisão devemos ordenar, ficando assim:
(12x3 - 4x + 9) : (2x2 + x + 3)

► observar se no polinômio G(x) não está faltando algum termo, se estiver devemos completar.

No polinômio 12x3 - 4x + 9 está faltando o termo x2, completando ficará, assim:
12x3 + 0x2 - 4x + 9

Agora podemos iniciar a divisão:



► G(x) tem 3 termos e D(x) tem 3 termos. Pegamos o 1º termo de G(x) e dividimos pelo 1º termo de D(x): 12x3 : 2x2 = 6x, o resultado multiplicará o polinômio 2x2 + x + 3 e o resultado dessa multiplicação subtrairemos pelo polinômio 12x3 + 0x2 - 4x + 9. Assim teremos:




► R(x) > D(x), podemos dar continuidade à divisão, repetindo o mesmo processo anterior. Achando agora o segundo termo de Q(x).



R(x) <> Fonte: Brasil Escola.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Cálculo de área

Definição

Em matemática, área é a quantidade de espaço bidimensional, ou seja, de superfície. - Wikipedia.

Saber a área de certa superfície é essencial para muitos cálculos, sejam eles simples ou mais complexos.

Uma seleção das fórmulas mais úteis*:

Triângulo:

-Triângulo "qualquer":

A = b*h/2;
A =a*b*c/4R;


-Triângulo "equilátero":

A = h²/sqrt(3);
A = 1/4*l²*sqrt(3)

Círculo:

A = pi*r²;


Retângulo:

A = b*h;


Quadrado:

A = l²;
A = d²/2;


Paralelogramo:

A = b*h;


Trapézio:

A = (B+b)/2*h;


Losango

A = D*d/2;


Hexágono:

A = 3*l*r;
A = 2,5981*L²;



*Simbologia:

A = Área;
B = Base maior;
b = Base (ou base menor);
D = Diagonal;
d = Diagonal;
pi ~ 3,14;
r = Raio;
l = Lado;
h = Altura;
R = Raio do círculo circunscrito;
sqrt = Raiz quadrada;
* = multiplicação
^ = elevado á

terça-feira, 2 de junho de 2009

Radiciação

Radiciação

* Definição

O termo radiciação pode ser entendido como uma operação que têm por fim, fornecida uma potência de um número e o seu grau, possa determinar esse número.


Radiciação

Potenciação de Radicais

Observando as potencias, temos que:

De modo geral, para se elevar um radical a um dado expoente, basta elevar o radicando àquele expoente. Exemplos:

Divisão de Radicais

Segundo as propriedades dos radicais, temos que:

De um modo geral, na divisão de radicais de mesmo índice, mantemos o índice e dividimos os radicais: Exemplos:

: =

Se os radicais forem diferentes, devemos reduzi-los ao mesmo índice e depois efetue a operação. Exemplos:


Extração da raiz quadrada de um número

Alegria Matemática: Extração da raiz quadrada de um número

Extrair a raiz quadrada de um número inteiro A não negativo é obter um outro número real r tal que r²=A. Se a igualdade não é possível, pelo menos esperamos que r² seja um número menor do que A e próximo de A.

Apresentaremos o processo para extrair a raiz quadrada de A=127599 para implementar um processo geral.

1.

Tome uma folha de papel, trace uma linha vertical e outra horizontal para obter 4 quadrantes. O número A é posto no canto superior esquerdo e a raiz aparecerá no canto superior direito.

127599 | Canto Sup. Direito
------------------- | ------------------
Canto Inf. Esquerdo | Canto Inf. Direito

2.

Decompomos o número inteiro A em classes de dois algarismos da direita para a esquerda.

12.75.99 | ........
-------- | --------
........ | ........

3.

Ordenamos as classes da esquerda para a direita com os valores das classes indicados por C1, C2, C3, ...

C1.C2.C3 | ........
-------- | --------
........ | ........

Neste exemplo: C1=12, C2=75 e C3=99.
4.

C1 poderá ter um ou dois algarismos (neste caso tem 2) e os valores de todas as classes serão menores do que 100.

12.75.99 | ........
-------- | --------
........ | ........

5.

Quais são os números inteiros positivos B que elevados ao quadrado são menores ou iguais que C1=12? Os valores possíveis para B são 0, 1, 2 ou 3.
6.

O maior número inteiro com esta propriedade é B=3. Colocamos 3 no canto superior direito.

12.75.99 | 3.......
-------- | --------
........ | ........

7.

Colocamos B²=3²=9 em baixo de C1

12.75.99 | 3.......
-------- | --------
.9...... | ........

8.

Realizamos a diferença D=C1-B²=3, pondo este último valor abaixo de uma nova linha.

12.75.99 | 3.......
-------- | --------
.9...... | ........
-------- |
.3...... |

9.

Baixamos a classe C2=75 até a linha onde está a diferença D=3.

12.75.99 | 3.......
-------- | --------
.9...... | ........
-------- |
.3.75... |

10.

Reunimos D=3 com C2=75 para formar o número E=375.

12.75.99 | 3.......
-------------------
.9...... | ........
-------- |
..375... |

11.

Colocamos 2B (dobro de B=3) no canto inferior direito.

12.75.99 | 3.......
-------- | --------
.9...... | 6.......
-------- |
..375... |

12.

A divisão inteira de E=375 por 6=2B ainda deve ser dividida por 10 para obtermos o próximo algarismo F no processo. O 10 indica que este é o dígito das dezenas para a raiz quadrada. Dessa forma, F=E÷(20B)=375÷60= 6
13.

F=6 ficará à direita de B=3 no canto superior direito, à direita de 2B no canto inferior direito e em baixo deste último número no canto inferior direito com um sinal de multiplicação.

12.75.99 | 36.......
-------- | ---------
.9...... | 66x6=....
-------- |
..375... |

14.

Multiplicamos os números do canto inferior direito.

12.75.99 | 36.......
-------- | ---------
.9...... | 66x6=376.
-------- |
..375... |

15.

Como o produto é maior do que o número 375 que está no canto inferior esquerdo, repetimos este passo com F-1 no lugar de F.

12.75.99 | 35.......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325.
-------- |
..375... |

16.

Com F-1 no lugar de F obtemos um novo produto G=325 que agora é menor do que E=375. Devemos diminuir de 1 em 1 o número F até que G seja menor ou igual que E.
17.

Após obter o F=5 adequado, pomos o número formado pelos dígitos B e F no canto superior direito e o número G em baixo de E, para obter a diferença H=E-G=50.

12.75.99 | 35.......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325.
-------- |
..375... |
..325... |
-------- |
...50... |

18.

Baixamos a próxima classe C3=99 até a linha que contém a diferença H=50.

12.75.99 | 35.......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325.
-------- |
..375... |
..325... |
-------- |
...50.99 |

19.

Formamos agora um novo número I=5099 e tomamos BF=35.

12.75.99 | 35.......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325.
-------- |
..375... |
..325... |
-------- |
....5099 |

20.

No canto inferior direito, em baixo do produto 65x5=325, colocamos o dobro de BF, que é 70.

12.75.99 | 35.......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325
-------- | 70
..375... |
..325... |
-------- |
....5099 |

21.

Como já é a segunda vez que realizamos esta operação, devemos realizar a divisão inteira de I=5099 por 20BF=700 para obter J=I÷(20BF)=5099÷700=7. O número J=7 será posto à direita de BF, à direita do dobro de BF e em baixo deste último número, no canto inferior direito.

12.75.99 | 357......
-------- | ---------
.9...... | 65x5=325
-------- | 707x7=
..375... |
..325... |
-------- |
....5099 |

22.

Multiplicamos J=7 pelo número K=707 formado por 2BF e J.

12.75.99 | 357.......
-------- | ----------
.9...... | 65x5 = 325
-------- | 707x7=4949
..375... |
..325... |
-------- |
....5099 |

23.

Verificamos que este produto L=4949 é menor do que I=5099. Se não for menor, trocamos J por J-1 e repetimos este passo.
24.

Realizamos a diferença M=I-L=5099-4949=150. Nesse momento, você deverá estar com o número formado pelos dígitos B, F e J no canto superior direito. Este é o número representa a raiz quadrada que você está procurando!

12.75.99 | 357.......
-------- | ----------
.9...... | 65x5 = 325
-------- | 707x7=4949
..375... |
..325... |
-------- |
....5099 |
....4949 |
-------- |
.....150 |

25.

Observamos que o número BFJ=357 é o maior número inteiro positivo que elevado ao quadrado ainda é menor do que 127599, mas podemos melhorar a precisão do cálculo para a raiz quadrada, obtendo o próximo número decimal após BFJ.
26.

Como zeros depois da vírgula não têm significado, podemos acrescentar uma "nova" classe C4=00 após a classe C3, com o cuidado de inserir uma vírgula no lugar do ponto separador e uma outra vírgula após o número BFJ.

12.75.99,00 | 357,......
----------- | ----------
.9...... .. | 65x5 = 325
----------- | 707x7=4949
..375... .. |
..325... .. |
----------- |
....5099 .. |
....4949 .. |
----------- |
.....150 .. |

27.

Baixamos a classe 00 até a linha contendo a diferença e realizamos a junção destes dois números. Colocamos o dobro de BFJ no canto inferior direito, esquecendo da vírgula e considerando este número como um número inteiro.

12.75.99,00 | 357,......
----------- | ----------
.9...... .. | 65x5 = 325
----------- | 707x7=4949
..375... .. | 714
..325... .. |
----------- |
....5099 .. |
....4949 .. |
----------- |
......15000 |

28.

No canto inferior direito, em baixo dos dois produtos, pomos um algarismo N adequado (neste caso N=2, pois este é o maior algarismo que serve aos nossos propósitos), na frente de 2(BFJ) e formamos um produto como o que está indicado abaixo. Realizamos este último produto.

12.75.99,00 | 357,2.......
----------- | ------------
.9...... .. | 65 x 5 = 325
----------- | 707x7 = 4949
..375... .. | 7142x2=14284
..325... .. |
----------- |
....5099 .. |
....4949 .. |
----------- |
......15000 |

29.

Realizamos a diferença

12.75.99,00 | 357,2.......
----------- | ------------
.9...... .. | 65 x 5 = 325
----------- | 707x7 = 4949
..375... .. | 7142x2=14284
..325... .. |
----------- |
....5099 .. |
....4949 .. |
----------- |
......15000 |
......14284 |
----------- |
........716 |

30.

Podemos continuar o processo inserindo novas classes 00 para obter resultados mais precisos. Afirmamos então que, a raiz quadrada de 127.599 é aproximadamente igual a 357,21, pois:

(357,21)² ~ 127.598,9841

PRODUTOS NOTÁVEIS

PRODUTOS NOTÁVEIS

Observe as seguintes regras:

Quadrado da soma de dois termos é igual ao quadrado do primeiro termo, mais duas vezes o produto do primeiro termo pelo segundo termo, mais o quadrado do segundo termo.

Exemplo:

(x + 3y)2 = x2 + 6xy + 9y2

Quadrado da diferença de dois termos é igual ao quadrado do primeiro termo, menos duas vezes o produto do primeiro termo pelo segundo termo, mais o quadrado do segundo termo.

Exemplo:

(a - b)2 = a2 – 2ab + b2

Produto da soma pela diferença de dois termos é igual ao quadrado do primeiro termo menos o quadrado do segundo termo.

Exemplo:

(7 – am).(7 + am) = 49 – a2 m2

Cubo da soma de dois termos é igual ao cubo do primeiro termo, mais três vezes o produto do quadrado do primeiro termo pelo segundo termo, mais três vezes o produto do primeiro termo pelo quadrado do segundo termo mais o cubo do segundo termo.

Exemplo:

(2a + 1)3 = 8a3 + 12a2 + 6a + 1

Cubo da diferença entre dois termos é igual ao cubo do primeiro termo, menos três vezes o produto do quadrado do primeiro termo pelo segundo termo, mais três vezes o produto do primeiro termo pelo quadrado do segundo termo menos o cubo do segundo termo.

Exemplo:

(2a - 1)3 = 8a3 - 12a2 + 6a - 1

Quadrado da soma de três termos é igual ao quadrado do primeiro termo, mais o quadrado do segundo termo, mais o quadrado do terceiro termo, mais duas vezes o produto do primeiro termo pelo segundo termo, mais duas vezes o produto do primeiro termo pelo terceiro termo, mais duas vezes o produto do segundo termo pelo terceiro termo.

Exemplo:

(a + b + 3)2 = a2 + b2 + 9 + 2ab +6a +6b



Diferença de potências (ordem 2)

a² - b² = (a+b)(a-b)
Exemplo: 7²-5²=(7+5)(7-5)

Identidade de Fibonacci

(a²+b²)(p²+q²) = (ap-bq)²+(aq+bp)²
Exemplo: (1²+3²)(5²+7²)=(1×5-3×7)²+(1×7+3×5)²

Identidade de Platão

(a²+b²)² = (a²-b²)²+(2ab)²
Exemplo: (3²+8²)²=(3²-8²)²+(2×3×8)²

Identidade de Lagrange (4 termos)

(a²+b²)(p²+q²)-(ap+bq)² = (aq-bp)²
Exemplo: (9²+7²)(5²+3²)-(9×5+7×3)²=(9×3-7×5)²

Identidade de Lagrange (6 termos)

(a²+b²+c²)(p²+q²+r²) - (ap+bq+cr)²
= (aq-bp)² + (ar-cp)² + (br-cq)²
Exemplo: (1²+3²+5²)(7²+8²+9²)-(1×7+3×8+5×9)²
=(1×8-3×7)²+(1×9-5×7)²+(3×9-5×8)²

Identidade de Cauchy (n=3)

(a+b)³ - a³ - b³ = 3ab(a+b)
Exemplo: (2+7)³-2³-7³=3×2×7×(2+7)

Identidade de Cauchy (n=5)

(a+b)5 - a5 - b5 = 5ab(a+b)(a²+ab+b²)
Exemplo: (1+2)5-15-25=5×1×2×(1+2)(1²+1×2+2²)
Quadrado da soma de n termos.

Quadrado da soma de n termos

sendo que i

Exemplos:

(a+b)²=a²+b²+2(ab)
(a+b+c)²=a²+b²+c²+2(ab+ac+bc)
(a+b+c+d)²=a²+b²+c²+d²+2(ab+ac+ad+bc+bd+cd)

sábado, 16 de maio de 2009

Circunferência: Posições Relativas

As relações de posição entre elementos no plano constituem a base de diversos estudos para a geometria analítica. As posições relativas entre circunferência e reta e posições relativas entre duas circunferências serão abordadas e representadas a seguir.

Posições relativas entre circunferência e reta

Reta externa à circunferência

A reta s é externa à circunferência de centro O e raio R, então podemos propor a seguinte situação: a distância do centro da circunferência à reta s é maior que o raio da circunferência.
D > R

Reta tangente à circunferência

A reta s é tangente à circunferência de centro O e raio R, isto é, a reta s possui um ponto em comum com a circunferência, por isso podemos dizer que a distância entre centro O até a reta s possui a mesma medida.
D = R




Reta secante à circunferência

A reta s é secante à circunferência de raio R e centro O, a reta intersecta a circunferência em dois pontos. Nesse caso constatamos que a medida do raio da circunferência é maior que a medida da reta secante.
D <>


Posições relativas entre duas circunferências

Não possuem pontos em comum

Externas
D > r1 + r2


Internas
D <>


Possuem um ponto em comum

Tangentes: as circunferências possuem um ponto em comum.

Tangentes internas
D = r1 – r2

Tangentes externas
D = r1 + r2


Possuem dois pontos em comum

Secante: possuem dois pontos em comum.

r1 – r2 <>





Circunferências concêntricas

São circunferências que possuem o mesmo centro, não existindo distância entre eles.
D = 0

Cilindro Circular

Cilindro Circular

Sejam α e β dois paralelos distintos, uma reta s secante a esses planos e um círculo C de centro O contido em α. Consideremos todos os segmentos de reta, paralelos a s, de modo que cada um deles tenha um extremo pertencente ao círculo C e o outro extremo pertencente a β.

A reunião de todos esses segmentos de reta é um sólido chamado de cilindro circular limitado de bases C e C’ ou simplesmente cilindro circular.

Cilindro circular reto

Cilindro circular reto é todo cilindro circular cujas geratrizes são perpendiculares aos planos das bases.

Em todo cilindro circular reto a medida h de uma geratriz é a altura do cilindro.

O cilindro circular reto também é conhecido por cilindro de revolução, pois pode ser obtido por uma revolução (rotação) de 360º de uma região retangular em torno de um eixo que contém um de seus lados.

Cilindro eqüilátero

Todo cilindro circular reto cujas secções meridianas são quadradas é chamado de cilindro eqüilátero.

No cilindro eqüilátero a altura é igual ao diâmetro da base:

Área Lateral e área total de um cilindro circular reto

A superfície de um cilindro reto de altura h e raio da base r é equivalente à reunião de uma região retangular, de lados 2πr e h, com dois círculos de raio r.
Para entender essa afirmação, retire as bases de um cilindro, corte sua superfície lateral sobre uma geratriz e, por fim, planifique (coloque sobre um plano) as três regiões obtidas.




A área do retângulo equivalente à superfície lateral do cilindro é a área lateral Aℓ do cilindro, ou seja:

Aℓ = 2 π r h

A área total At do cilindro é igual à soma da área lateral Aℓ com as áreas das duas bases, ou seja:

At = 2 π r h + π r2 + π r2 → At = 2π r h + 2π r2

Volume do cilindro circular

O volume V de um cilindro circular de altura h e raio da base r é igual ao produto da área da base, πr2, pela altura h, isto é:

V = π r 2 h





Polígonos

Polígonos

Em geometria, uma figura plana (duas dimensões) com três ou mais lados. Os polígonos comuns têm nomes que definem o número de lados (por exemplo, triângulo, quadrilátero, pentágono).

Polígonos regulares


Triângulo - 3 lados


Quadrilátero – 4 lados

Pentágono - 5 lados


Hexágono - 6 lados

Heptágono - 7 lados

Octágono - 8 lados

Obs. Estas figuras são regulares.

Estes são todos polígonos convexos, sem nenhum ângulo interno maior do que 180º;. A soma dos ângulos internos de um polígono com n lados é dada pela fórmula (2n - 4) x 90º; então, quanto mais lados um polígono tiver, maior a soma dos seus ângulos internos e, no caso de um polígono convexo, mais se aproxima de um círculo.

Triângulo

Em geometria, uma figura plana de três lados, cuja soma dos ângulos interiores totaliza 180º. Os triângulos podem ser classificados pelo comprimento relativo dos seus lados. Um triângulo escaleno tem três lados de comprimentos diferentes; um triângulo isósceles tem pelo menos dois lados iguais; um triângulo equilátero tem três lados iguais (e três ângulos iguais de 60º).

Um triângulo retângulo tem um ângulo de 90º.Se o comprimento de um lado de um triângulo for "b" e a distância perpendicular daquele lado ao vértice oposto "a" (a altura do triângulo), a sua área A = ½* b * a.

Regular

Diz-se das figuras geométricas que têm todos os ângulos e todos os lados iguais. Diz-se, também, dos sólidos em que as bases são polígonos regulares.





Geometria Espacial

Poliedros

Definição

Poliedro é um sólido limitado externamente por planos no espaço R3. As regiões planas que limitam este sólido são as faces do poliedro.

As interseções das faces são as arestas do poliedro.

As interseções das arestas são os vértices do poliedro.

Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais formados por planos adjacentes têm medidas menores do que 180o. Outra definição: Dados quaisquer dois pontos de um poliedro convexo, o segmento que tem esses pontos como extremidades, deverá estar inteiramente contido no poliedro.

Relações de Euler

Se V é o número de vértices, F é o número de faces, A é o número de arestas e M é o número de ângulos entre as arestas de um poliedro convexo, então:

V + F = A + 2

M = 2 A

Poliedros Regulares

Um poliedro é dito regular se todas as suas faces são regiões poligonais regulares com n lados, o que significa que o mesmo número de arestas se encontram em cada vértice.

Existem algumas características gerais que são válidas para todos os poliedros regulares. Se n é o número de lados da região poligonal, a é a medida da aresta A e z=M/V é a divisão do número de ângulos diedrais pelo número de vértices, então:


Faces, Vértices, Arestas e Ângulos diedrais nos Poliedros regulares convexos

Nome do poliedro
Número de faces
Poligonal regular
No. de vértices
No. de arestas
Número de ângulos entre arestas
Tetraedro
4
Triangular
4
6
12
Hexaedro
6
Quadrada
8
12
24
Octaedro
8
Triangular
6
12
24
Dodecaedro
12
Pentagonal
20
30
60
Icosaedro
20
Triangular
12
30
60





Poliedros regulares convexos e côncavos





Em geometria, uma figura sólida com quatro ou mais lados planos. Quanto mais faces um poliedro tiver, mais se aproxima de uma esfera. O conhecimento das propriedades de um poliedro é necessária em cristalografia e estereoquímica para determinar as formas dos cristais e das moléculas.

Os cinco tipos de poliedros regulares convexos mais conhecidos (com todas as faces com o mesmo tamanho e forma), tal como havia já sido deduzido pelos matemáticos gregos; são o tetraedro (quatro faces triangulares equiláteras), o cubo (seis faces quadradas), o octaedro (oito triângulos equilaterais), o dodecágono (12 pentágonos regulares) e o icosaedro (20 triângulos equiláteros).

Os cinco poliedros regulares convexos ou sólidos platonicos




Sólido platonico

Em geometria, outro nome para um poliedro regular, uma das cinco possíveis figuras tridimensionais com todas as faces com o mesmo tamanho e forma.

Tetraedro

Em geometria, uma figura sólida (poliedro) com quatro faces triangulares; isto é, uma pirâmide com uma base triangular. Um tetraedro regular tem como faces triângulos equiláteros.

Em química e cristalografia, um tetraedro descreve as faces de algumas moléculas e cristais; por exemplo, os átomos de carbono num cristal de diamante encontram-se no espaço como um conjunto de tetraedros regulares inter-relacionados.

Dodecaedro

Sólido regular com 12 faces pentagonais e 12 vértices. É um dos cinco poliedros regulares, ou sólidos platónicos.

Octaedro regular

Sólido regular com oito faces, sendo cada uma um triângulo equilátero. É um dos cinco poliedros regulares ou sólidos platónicos. A figura formada pela união dos pontos médios das faces é um cubo perfeito e os vértices do octaedro são eles próprios os pontos médios das faces de um cubo envolvente. Por esta razão, o cubo e o octaedro denominam-se sólidos duais.



Os cinco poliedros regulares convexos: I - Tetraedro, II - Cubo, III - Octaedro, IV - Dodecaedro e V- Icosaedro são conhecidos desde a Antiguidade, como já referimos.

Deve-se a Kepler (1571-1630) a descoberta do primeiro poliedro regular côncavo - o dodecaedro estrelado de faces regulares representado na figura (VI).

O dentista Francis Louis Poinset (1777-1859) acrescentou a esta lista, em 1809, três novos poliedros regulares não convexos (VII, VIII e IX). Foi, no entanto, Cauchy quem demonstrou que somente existem estes nove poliedros regulares.

Note-se que cada poliedro regular côncavo resulta do prolongamento das faces de um poliedro regular convexo que lhe serve de núcleo, como é visível no dodecaedro estrelado de Kepler (VI) que resulta do prolongamento do dodecaedro (IV).

CALCULO DE DIAGONAIS DE UM POLÍGONO

FORMULA

d = n ( n - 3 ) / 2

exemplo :

Calcule o número de diagonais do hexágono

hexágono = 6 lados

em d = n ( n - 3 ) / 2 substituindo n por 6 teremos :

d = 6 ( 6 - 3 ) / 2 = 6 . 3 / 2 = 18 / 2 = 9

O hexágono possui nove lados .

Triângulo

Triângulo é uma figura geométrica formada por três retas que se encontram duas a duas e não passam pelo mesmo ponto, formando três lados e três ângulos.

Para fazer o cálculo do perímetro de um triângulo basta fazer a soma da medida de todos os lados, a soma dos ângulos internos é sempre 180º.


Observando o triângulo podemos identificar alguns de seus elementos:

♦ A, B e C são os vértices.
♦ Os lados dos triângulos são simbolizados pelo encontro dos vértices (pontos de encontros): , , segmentos de retas.
♦ Os ângulos têm duas formas de representá-los: no caso do triângulo ele tem 3 lados, conseqüentemente, 3 ângulos: Â , , Ĉ ou A C, BĈA, BÂC.

►Tipos de triângulos

O triângulo pode ser classificado segundo a medida do seu lado.

Triângulo escaleno: Todos os lados e ângulos são diferentes.


Triângulos isósceles: dois lados iguais e os ângulos opostos a esses lados iguais.



Triângulo eqüilátero: Todos os lados e ângulos iguais. Concluímos que seus ângulos serão de 60°.

O triângulo pode ser classificado segundo seus ângulos internos.


Triângulo retângulo: tem um ângulo que mede 90º.


Obtusângulo: tem um ângulo maior que 90°.


Acutângulo: Tem todos os ângulos menores que 90°.

►Condição de existência de um triângulo

Para construir um triângulo não podemos utilizar qualquer medida, tem que seguir a condição de existência:
Para construir um triângulo é necessário que a medida de qualquer um dos lados seja menor que a soma das medidas dos outros dois e maior que o valor absoluto da diferença entre essas medidas.



| b - c | < a < b + c
| a - c | < b < a + c
| a - b | < c < a + b

Exemplo:


14 – 8 < 10 < 14 + 10
14 – 10 < 8 < 14 + 10
10 – 8 <>