É papel do educador combater o medo de errar que inibe, as possibilidades de realização e satisfação. "Prof. Marcondes Diniz Martins"
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O cálculo do mmc
Para o cálculo tanto do mmc e do mdc é necessário ter o conhecimento do que é os múltiplos e divisores de um número natural.
Múltiplos
45 é múltiplo de 5, pois existe um número natural que multiplicado por 5 resulta em 45 (5 x 9 = 45).
Exemplo:
M(4) = 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32,...
M(10) = 0, 10, 20, 30, 40, 50, 60,...
M(8) = 0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56,...
Divisores
Para que um número natural seja divisível de outro é preciso, ao dividirmos os dois números, que o resto seja igual a zero. Não é necessário que efetuemos a divisão em alguns casos para que saibamos se é divisível ou não, podemos utilizar do critério de divisibilidade.
Exemplo:
D(20) = 1, 2, 4, 5, 10,20
D(25) = 1, 5,25
D(100) = 1, 2, 4, 5, 10, 20, 25, 50, 100
Mínimo múltiplo comum (mmc)
O próprio nome já diz, é o cálculo do menor múltiplo comum entre dois ou mais números naturais.
Por exemplo: Se quisermos calcular o mínimo múltiplo comum de 40 e 30, devemos encontrar os seus respectivos múltiplos.
M(40) = 0, 40, 80, 120, 160, 200, 240,...
M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150,...
Observando os múltiplos encontrados, o menor múltiplo comum (não contamos com o zero) é o 120, portanto o mmc (40,30) = 120.
Existe outra forma de calcular o mmc, é um processo que fazemos uso da decomposição em fatores primos dos números e depois multiplicamos os valores primos encontrados na fatoração, veja:
Máximo divisor comum (mdc)
No mmc precisamos encontrar os múltiplos de um número e no mdc é preciso encontrar os divisores e depois encontrar o maior divisor comum entre eles.
Por exemplo: Para calcularmos o mdc de 50 e 15, devemos encontrar os seus respectivos divisores.
D(50) = 1, 2, 5, 10, 25, 50.
D(15) = 1, 3, 5, 15.
Dentre os divisores de 50 e 15, o 5 é o maior divisor comum que eles têm, portanto o mdc (50,15) = 5.
O cálculo do mdc também pode ser realizado com a fatoração em fatores primos.
Portanto, concluímos que ao fatorar dois ou mais números, o cálculo do mdc será calculado com a multiplicação dos fatores primos comum aos termos.
Por Danielle de Miranda
Graduda em Matemática
Equipe Brasil Escola
Equação do Segundo Grau
Uma equação é formada por um polinômio e uma igualdade. O grau desse polinômio determina o grau da equação. Por exemplo:
• 2x + 2 = 5 ↔ 2x – 3 = 0 → o polinômio 2x – 3 é do 1º grau, pois o seu monômio de maior grau é 2x. Portanto, a equação é do primeiro grau.
• 3a3 + 5a – 1 = 0 → 3a3 + 5a – 1 é um polinômio de 3º grau, pois o monômio de maior grau é 3a3. Portanto, a equação é de 3º grau.
• 2y2 + 5 = 0 → 2y2 + 5 é um polinômio de 2º grau, pois o monômio de maior grau é 2y2. Portanto, a equação é do segundo grau.
Toda equação do segundo grau pode ser escrita de uma forma geral:
ax2 + bx + c = 0
onde a , b, c poderá assumir qualquer valor real, mas para que a equação continue sendo do 2º grau o valor de a deverá ser diferente de zero.
Veja como identificar os valores de a, b, c em uma equação do 2º grau.
• 2x2 + 5x – 1 = 0
a = 2
b = 5
c = -1
• x2 – 2x + 4 = 0
a = 1
b = -2
c = 4
• (2 + 6y) (2 – 6y) = - 320, antes de identificarmos os valores dos coeficientes, devemos organizar essa equação na forma geral de uma equação do 2º grau.
(2 + 6y) (2 – 6y) = - 320 → aplicando a propriedade distributiva, temos:
4 – 36y2 = - 320
- 36y2 +4 + 320 = 0
-36y2 + 324 = 0 → quando uma equação do 2º grau falta algum membro ela é dita incompleta e o termo que está faltando dizemos que ele é igual a zero.
a = -36
b = 0
c = 324
• - x2 – x = 0
a = -1
b = -1
c = 0
Existem várias maneiras de resolvermos ou encontrarmos as raízes de uma equação do 2º grau, ou seja, encontrarmos os valores de x, a mais conhecida é a fórmula de Báskara.
x = - b ± √∆
2a
Veja a demonstração de como chegamos a essa fórmula:
Pegamos a forma geral de uma equação do 2º grau.
Podemos dizer que b2 – 4ac = ∆.
Por Danielle de Miranda
Graduada em Matemática
Equipe Brasil Escola
DETERMINAÇÃO DE DIVISORES DE UM NUMERO NATURAL
DETERMINAÇÃO DE DIVISORES DE UM NUMERO NATURAL:
DIVISOR E AQUELE QUE QUANDO DIVIDIMOS O NUMERO NATURAL POR ELE DÁ RESTO ZERO .
EX: 2 E DIVIDOR DE 8 PORQUE 8:2=4 E O RESTO E ZERO .
FATORARAMOS O NUMERO 360 .
360 : 2
180 : 2
90 : 2
45 : 3
15 : 3
5 : 5
1
EM SEGUIDA PEGAMOS O RESULTADO DA FOTARAÇÃO
2³X 3²X 5 = 360
PEGAMOS OS EXPOENTES E SOMAMOS 1 A TODOS ELES
(3+1)X(2+1)X(1+1)
4 X 3 X 2 = 24
360 POSSUI 24 DIVISORES
REGRAS PARA SE FAZER AS EXPRESSÕES NUMÉRICAS
1-PRIMEIRO FAZEMOS:
MULTIPLICAÇÕESE DIVISÕES
2-QUANDO ENCONTRAMOS
( ) PARÊNTESES ,[ ] COLCHETES, E CHAVES { }.
3-FAZEMOS:
PRIMEIRO OS PARÊNTESES,SEGUNDO OS COLCHETES E POR ULTIMO AS CHAVES.
SEMPRE EFETUANDO.
PRIMEIRO- multiplicação ou divisão
SEGUNDO - Adição ou subtração.
QUANDO APARECER UMA POTÊNCIA NUMA EXPRESSÃO ELA DEVE SER RESOLVIDA ANTES DAS OUTRAS OPERAÇÕES .
EX:
{[3²+ 2 . (8-2²)]+ 5}=
FAÇAMOS AS POTÊNCIAS
{[9 + 2 . (8-4)]+ 5}=
AGORA A SUBTRAÇÃO NOS PARÊNTESES.
{[9 + 2 . 4 ] + 5}=
NO COLCHETE FAZEMOS PRIMEIRO A MULTIPLICAÇÃO.
{[9 + 8 ] + 5 } =
AGORA A SOMA NO COLCHETE.
{ 17 + 5 } =
O POR ÚLTIMO, A SOMA DENTRO DAS CHAVES.
Fonte : Professor Betão
sábado, 9 de maio de 2009
Equação do Primeiro Grau
Equação do Primeiro Grau
1. Introdução
Consideremos as três igualdades abaixo:
1ª) 2 + 3 = 5
2ª) 2 + 1 = 5
3ª) 2 + x = 5
Dizemos que as duas primeiras igualdades são sentenças matemáticas fechadas, pois são definitivamente falsas ou definitivamente verdadeiras. No caso, a primeira é sempre verdadeira e a segunda é sempre falsa.
Dizemos que a terceira igualdade é uma sentença matemática aberta, pois pode ser verdadeira ou falsa, dependendo do valor atribuído à letra x. No caso, é verdadeira quando atribuímos a x o valor 3 e falsa quando o valor atribuído a x é diferente de 3. Sentenças matemáticas desse tipo são chamadas de equações; a letra x é a variável da equação, o número 3 é a raiz ou solução da equação e o conjunto S = {3} é o conjunto solução da equação, também chamado de conjunto verdade.
Exemplos:
1º) 2x + 1 = 7
3 é a única raiz, então S = {3}
2º) 3x – 5 = –2
1 é a única raiz, então S = {1}
2. Resolução de uma Equação
Resolver uma equação é determinar todas as raízes da equação que pertencem a um conjunto previamente estabelecido, chamado conjunto universo.
1º) Resolver a equação:
x2 = 4 em R
As raízes reais da equação são –2 e +2, assim:
2º) Resolver a equação:
x2 = 4 em N
A única raiz natural da equação é 2, assim:
Na resolução das equações, podemos nos valer de algumas operações e transformá-las em equações equivalentes, isto é, que apresentam o mesmo conjunto solução, no mesmo universo.
Vejamos algumas destas propriedades:
P1) Quando adicionamos ou subtraímos um mesmo número aos dois membros de uma igualdade, esta permanece verdadeira.
Consequência:
Observemos a equação:
x + 2 = 3
Subtraindo 2 nos dois membros da igualdade, temos:
x + 2 = 3 x + 2 -2 = 3 - 2
Assim:
x + 2 = 3 x = 1
P2) Quando multiplicamos ou dividimos os dois membros de uma igualdade por um número diferente de zero, a igualdade permanece verdadeira.
Consequência:
Observemos a equação:
–2x = 6
Dividindo por –2 os dois membros da igualdade, temos:
Assim:
-2x = 6 x = -3
3. Equação do 1º Grau
Chamamos de equação do 1º grau as equações do tipo:
onde a e b são números conhecidos com a 0.
Exemplo:
3x – 5 = 0 (a = 3 e b = –5)
Para resolvermos uma equação do 1º grau, devemos isolar a incógnita em um dos membros da igualdade, usando as propriedades P1 e P2 do item anterior.
Exemplo:
3x – 5 = 0
3x - 5 3x - 5 + 5 = 0 + 5
3x - 5 = 0 3x = 5
3x = 5
3x = 5
Assim: 3x - 5 = 0
De modo abreviado, fazemos:
3x - 5 = 0 3x = 5
Assim:
Podemos estabelecer uma fórmula para resolver em R a equação:
Assim:
ax + b = 0 ax = -b
Exemplo:
Resolver em R a equação:
2x + 5 = 0
4. Problemas do 1º Grau
Problema é uma proposição a resolver, na qual figuram elementos conhecidos ou supostamente conhecidos, chamados dados, e elementos desconhecidos, chamados incógnitas.
Resolver um problema é determinar os valores das incógnitas que satisfazem às condições impostas pelo enunciado.
A resolução de um problema possui três fases:
1) Colocar o problema em equação;
2) Resolver a equação ou equações do problema;
3) Interpretar os resultados ou fazer uma discussão sobre eles.
Exercícios Resolvidos
Resolver as equações:
01. 3x – 5 = 2x + 6
Resolução
3x – 2x = 6 + 5
x = 11
S = {11}
02. 2 (x + 3) + 3 (x – 1) = 7 (x + 2)
Resolução
2x + 6 + 3x – 3 = 7x + 14
2x + 3x – 7x = 14 + 3 – 6
–2x = 11
Cálculo do número de diagonais de um polígono
Denominamos polígono uma figura formada por segmentos de reta que delimitam uma região. Os polígonos precisam ser figuras fechadas. Observe:
Os polígonos possuem os seguintes elementos: vértices, lados, ângulos internos, ângulos externos e diagonais. Dos elementos citados vamos estudar o significado de diagonais e como calcular o número de diagonais de um polígono qualquer.
Denominamos por diagonal o segmento de reta que une um vértice ao outro. O número de diagonais de um polígono é proporcional ao número de lados.
Note que na figura A temos quatro vértices, então traçamos quatro diagonais, cada uma partindo de um vértice. Mas observe que a diagonal PR é a mesma RP, e a diagonal SQ é a mesma QS, então sempre dividiremos o número de diagonais por 2. Para cálculos envolvendo o número de diagonais, utilizamos a seguinte fórmula:
A fórmula n indica o número de lados e n – 3 determina o número de diagonais que partem de um único vértice e a divisão por dois elimina a duplicidade de diagonais ocorridas em um polígono.
Exemplo
Determine o número de diagonais de um polígono com:
a) 8 lados (octógono)
O octógono possui 20 diagonais.
b) 12 lados (dodecágono)
O dodecágono possui 54 diagonais.
c) 20 lados (icoságono)
O número de diagonais de um icoságono é igual a 170.
d) 3 lados (triângulo)
O triângulo é o único polígono que não possui diagonais.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Viagem Cósmica
domingo, 19 de abril de 2009
Grandes Matemáticos

Andrei Andreyevich Markov nasceu no dia 14 de junho de 1856 em Ryazan, na Rússia. Morreu no dia 20 de julho de 1922 em Petrograd (agora St Petersburg), Rússia. Se formou na universidade de St Petersburg (1878), onde se tornou professor em 1886. Os primeiros trabalhos de Markov foram principalmente em teoria dos números e análise, frações contínuas, limites de integrais, teoria da aproximação e a convergência de séries.
Após 1900 Markov aplicou o método das frações contínuas, inicialmente desenvolvido por Pafnuty Chebyshev, na teoria da probabilidade. Ele também estudou sequências de variáveis mutuamente independentes, esperando estabelecer as leis da probabilidade de forma mais geral. Ele também provou o teorema do limite central.
Markov é particularmente lembrado pelo seu estudo de cadeias de Markov. Cadeias de Markov são um formalismo de modelagem de sistemas que descrevem o sistema como um processo estocástico. Deste ponto de vista o sistema modelado é caracterizado pelos seus estados e a forma pela qual eles se alternam..
Em 1923 Norbert Winter se tornou o primeiro a tratar rigorosamente um processo contínuo de Markov. A fundação da teoria geral ocorreu em 1930 por Andrei Kolmogorov.
Markov teve um filho (de mesmo nome) que nasceu em 9 de Setembro de 1903, que seguiu seu pai e também se tornou um renomado matemático.
Grandes Matemáticos

George Boole de inicio interessou-se por línguas, tendo aulas particulares de Latim com um Livreiro local. Aos doze anos de idade já conseguia traduzir um Poema Lírico em Latim, do poeta Horácio, demonstrando assim enormes capacidades. Aos 16 anos já era Professor Assistente, quatro anos mais tarde acabaria por fundar a sua própria Escola isto em 1835. Já a algum tempo que Boole estudava matemática sozinho, embora já seu Pai o tivesse estimulado quando era novo ao dar-lhe um ensaio de construção de Instrumentos Ópticos. Trabalhos de Laplace e Lagrange, eram alvo do estudo de Boole, através de notas que retirava. Recebeu encorajamento de Duncan Gregory, Editor de um Jornal Matemático, para estudar em Cambrige. Contudo não abandonaria seus Pais, que necessitavam dos seus cuidados. Em 1844, lançou um trabalho sobre, a Aplicação de métodos Algébricos, para a solução de Equações Diferenciais, recebendo uma medalha de Ouro da Royal Society.
A Analise Matemática da Lógica foi outro dos trabalhos publicados em 1847, que divulgou assim as ideias que tinha da Lógica Simbólica, assim a Lógica, apresentada por Aristóteles, poderá ser apresentada por Equações Algébricas. Boole disse inclusive. "Nós não necessitamos mais de associar Lógica e Metafísica, mas sim Lógica e Matemática".
Boole tornou-se rapidamente conhecido, e o seu trabalho e ideias reconhecidos por todos os Matemáticos Britânicos e não só. 1840 foi o ano em que foi eleito para ocupar o lugar de Professor principal de Matemática na Irlanda, em Queen´s College em Cork. E seria ali, que Boole iria permanecer para o resto da vida. Uma investigação sobre as Leis do Pensamento, seria em 1854 a sua nova publicação, onde estão cimentadas as Teorias da Lógica e das Probabilidades. Ele conseguiu aquilo que é conhecido como Álgebra de Boole, pois abordou a Lógica, de forma a reduzi-la a uma Álgebra simples, inserindo Lógica em Matemática. Boole casou em 1855, com Mary Everest.
Em 1857 foi eleito membro da Royal Society, e recebeu Honras e reconhecimento das Universidades de Dublin e Oxford. Um trabalho sobre Equações Diferenciais em 1859, e em 1860 sobre cálculo de diferenças finitas, e outro sobre Métodos Gerais nas Probabilidades, foram alvo da investigação de Boole. Publicou muitos trabalhos, e foi o primeiro a investigar a propriedade básica dos números, tal como a Propriedade Distributiva. Do seu casamento, com Mary Everest teve cinco filhas. Boole viria a falecer em 1864, com apenas 49 anos de idade vitima de Pneumonia. Hoje em dia a Álgebra de Boole, é aplicada na construção dos Computadores, sendo assim uma das razões fundamentais da revolução que os computadores estão a ter no mundo de hoje, aplica-se igualmente à pesquisa de Inteligência Artificial e na ligação dos telefones, entre muitas outras aplicações.
Boole foi e continua a ser considerado pelos colegas de profissão, e por todos aqueles que se dedicam à matemática, como tendo sido um homem genial. A lei especial da Lógica de Boole diz que x em relação a y = x. Para isso ser verdade, x = 1 ou x = 0. Sendo assim, a Lógica de Boole tem de utilizar um sistema Binário.
Grandes Matemáticos

- Filósofo grego (427 a.C. - 347 a.C.).
- Quando o filósofo Sócrates foi condenado à morte, em 399 a. C., pelo governo de Atenas (sob a acusação de "perverter a juventude" com seus ensinamentos filosóficos), Platão, que era seu discípulo, preferiu deixar a cidade. Passou então alguns anos percorrendo outras partes do mundo grego, desde o norte da África até a Itália, e nessas andanças tomou contato com os ensinamentos pitagóricos.
- Com 40 anos, retornou a Atenas e dedicou-se inteiramente à filosofia, fundando uma escola chamada "Academia".
- Sua obra filosófica está escrita em forma de diálogos. É nela, inclusive, que estão contidas as idéias de Sócrates (que deixou escritos).
- Segundo Platão, os sentidos físicos não nos revelam a verdadeira natureza das coisas. Por exemplo, ao observamos algo branco ou belo, jamais chegaremos a ver a brancura ou a beleza plenas, embora tragamos, dentro de nós, uma idéia do que elas são. Assim, as únicas coisas de fato permanentes e verdadeiras seriam as idéias. O mundo físico, por sua vez, não passaria de uma cópia imperfeita e mutável delas. Observar o mundo físico (tal como a ciência faz hoje em dia) pouco serviria, portanto, para alcançarmos uma compreensão da realidade, embora servisse para reconhecermos, ou recordamos, as idéias perfeitas que traríamos dentro de nós.
- O filósofo reconhecia na Matemática a importância de permitir realizar abstrações, aproximando-se assim do mundo perfeito das idéias. Talvez por isso tenha sido atribuído a ele o conceito dos cinco poliedros "perfeitos" (tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro, também conhecidos como poliedros de Platão), na verdade descritos por Pitágoras mais de cem anos antes. Esses sólidos geométricos expressariam, em suas formas regulares, a perfeição do mundo ideal.
- Os corpos celestes, por sua vez, descreveriam circunferências (pois esta seria a curva perfeita) em torno da Terra, mantendo-se em órbita por estarem presos a esferas cristalinas concêntricas.
- A Academia, que Platão fundou, se manteve em funcionamento após sua morte, aos 80 anos. Ela só seria fechada oito séculos depois, por ordem do imperador Justiniano. A filosofia platônica, porém, continuaria a ter influência sobre o pensamento da igreja até o século XIII, quando os conceitos de Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) passariam a ser mais dominantes.
- Texto extraído da coleção Aprendendo Física, Editora Scipione, 1996.
Grandes Matemáticos

Pascal, aos doze anos, participava com seu pai de reuniões informais na Academia de Mersenne em Paris, onde conheceu as idéias de Desargues. Baseado nelas, aos dezesseis anos publicou "Ensaio para as Cônicas" com apenas uma página mas a de maior importância para a História. Nela estava o Teorema de Pascal sobre hexágonos inscritos numa cônica, a partir do que deduziria muitos corolários como, por exemplo, o que dá a construção da tangente a uma cônica por um ponto dela.
Aos dezoito anos Pascal dedicou-se à construção de uma máquina de calcular e no ano seguinte vendeu aproximadamente cinqüenta delas.
Em 1648 interessou-se por hidrostática do que resultaram experiências sobre peso do ar e pressão de fluidos.
Em 1654 voltou à Matemática com o trabalho "Obra Completa. sobre Cônicas", que não chegou a ser publicada mas onde, segundo Leibniz, se utilizava de métodos sintéticos pois, Pascal não dava a merecida atenção e importância ao uso da álgebra simbólica e suas notações, estando neste aspecto bem atrasado em relação a seu tempo.
Em uma carta enviada a Fermat, Pascal dá o ponto de partida real para a moderna teoria das probabilidades, ligando este assunto ao triângulo aritmético. de Cardan, que, desde então, é conhecido como "triângulo de Pascal", descobrindo algumas novas propriedades.
Em 1654, com habilidade excepcional no esclarecimento de conceitos, tornou-se responsável, com Fermat e outros, pelo desenvolvimento dos métodos intuitivos ou "indução matemática'' .
A 23 de novembro de 1654 Pascal abandona a Matemática e Ciência, dedicando-se inteiramente à Teologia sobre qual escreveu a obra "Cartas Provinciais'' e "Pensamentos".
Mas, numa noite de 1658, impedido de dormir por uma dor de dentes ou mal-estar e, para distrair-se, começou a estudar as ciclóides, achando volumes, áreas e centros de gravidade. A dor passou milagrosamente e Pascal tomou isso sinal de aprovação de Deus ao seu estudo da Matemática. Esta foi a última noticia que se tem da obra deste matemático extremamente religioso.
Bibliografia: Fundamentos de Matemática Elementar
Grandes Matemáticos

sábado, 18 de abril de 2009
Grandes Matemáticos

Galileu Galilei foi responsável por uma revolução na física e na astronomia
Sua primeira contribuição à ciência se deu no Duomo de Pisa. O sacristão acabara de acender uma lâmpada pendurada numa longa corda e a empurrara. O movimento pendular foi medido com as batidas do coração de Galileu. Ele percebeu que o tempo de cada oscilação era sempre igual e formulou a lei do "isocronismo" do pêndulo. Assim, encontrou o primeiro uso prático para aquela regularidade e desenhou um modelo de relógio.
A famosa torre inclinada de Pisa fez parte de uma outra experiência para contestar a tese de Aristóteles de que, quanto mais pesado fosse um corpo, mais velozmente cairia. Galileu deixou cair da mesma altura duas esferas iguais em volume, mas de peso diferente. Ambas tocaram o solo no mesmo instante. Em seu livro, "Saggiatore" ("Experimentador") combateu a física aristotélica e argumentou que a matemática deveria ser o fundamento das ciências exatas.
Galileu desenvolveu os fundamentos da mecânica com o estudo de máquinas simples (alavanca, plano inclinado, parafuso etc.). Entre suas criações se destacam: o binóculo, a balança hidrostática, o compasso geométrico, uma régua calculadora e o termobaroscópio: feito para medir a pressão atmosférica, porém, serviu como termômetro.
Em 1609, construiu um telescópio muito melhor que os existentes e explorou os céus como nunca fora feito antes. Além de estudar as constelações Plêiades, Órion, Câncer e a Via Láctea, descobriu as montanhas lunares, as manchas solares, o planeta Saturno, os satélites de Júpiter e as fases de Vênus. As descobertas foram publicadas no livro "Siderus Nuntius" ("Mensageiro das Estrelas"), em 1610.
A partir de suas descobertas astronômicas, defendeu a tese de Copérnico de que a Terra não ficava no centro do Universo. Como essa teoria era contrária ao dogma da Igreja, foi perseguido, processado duas vezes e obrigado a negar (abjurar) suas idéias publicamente. Foi banido para uma vila de Arcetri, perto de Florença, onde viveu em um regime semelhante à prisão domiciliar.
As longas horas ao telescópio causaram sua cegueira. A amargura dos últimos anos de sua vida foi agravada pela morte de sua filha Virgínia, que se dedicara à vida religiosa com o nome de soror Maria Celeste. Em 1992, 341 anos após Galileu morrer, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.
Grandes Matemáticos

Abu Ja'far Mohamed [ou Muhammad] ibn Musa al-Khwarizmi
(780 - 850)
Brilhante matemático e astrônomo persa-muçulmano nascido provavelmente na região de Khwarizm, sul do mar de Aral, na Ásia central, descobridor do Sistema de Numeração Decimal e dos dez símbolos, que hoje são conhecidos como algarismos indo-arábicos, e introdutor desses numerais e dos conceitos da álgebra na matemática européia.
Fonte:Fonte: http://professorjairojr.blogspot.com/2009/02/grandes-matematicos-al-khwarizmi.html